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Quando o outro lhe desequilibra...


Nem sempre conseguimos deixar que as palavras duras, que as implicâncias e as desavenças reverberem em nossa mente causando-lhe dor, sofrimento, tristeza e desolação diante do acontecido. Mas tudo isso tem solução...



Bem-vindo ao meu blog. Aqui você poderá conhecer um pouco mais do que estudo e analiso como forma para ampliar nossa caminhada. Cada passo dado com firmeza é uma garantia de sucesso em sua jornada.

Em meio a esses devaneios, a esses pensamentos, veio-me a lembrança de algo que eu li, que muitas vezes, as pessoas são reflexos do que elas possuem.

Em todos os momentos da vida, passamos por alguma desavença. A agressão física deixa marcas visíveis e traumáticas, mas... a palavra... essa fere a alma e o que fazer para curar, para não deixar que esse veneno percorra nossos sentimentos?


O acontecido...


Hoje vou relatar um acontecimento que deixou-me extremamente angustiado e desolado. Por muitas vezes, exercemos atividades em nossas vidas que inclui discordar de algo ou de alguém, seja em casa, numa fila de supermercado e, principalmente, no trabalho. Pois bem, o que vou contar agora aconteceu em meu ambiente laboral, onde dedico-me diariamente para exercer minhas atividades de forma qualitativa, executando-a de maneira que as pessoas que estão ao meu redor sejam beneficiadas com meu conhecimento ou minha presteza.


Bem, mas foi em um desses momentos que, recentemente, ao chegar no meu ambiente de trabalho, logo cedo, pois chego por volta das 06h e 50min, é feita uma pergunta, (sem consulta, sem tempo para pensar e totalmente informal), sobre o procedimento que iremos adotar para com os alunos no final de ano. Sem ao menos dar um bom dia adequado, respondo de imediato que estamos (eu e a gestão) resolvendo a questão dos prazos e procedimentos, visto que, por conta da pandemia, muita coisa mudou e que estávamos com outras pendências técnicas para resolver. Foi nesse momento que o meu colega desfere as frases: "sinto-me perdido", "não sei o que fazer", "estou à deriva"... dentre outras. até aí, tudo bem, faz parte perguntar, tirar as dúvidas e se orientar quanto ao seu trabalho. Porém, na busca de uma conversa e orientação, foi tentado um diálogo que, sem êxito, e sem atender aos anseios do interlocutor, acabou que a conversa deixou de ser um diálogo e passou a ser uma discussão... Logo cedo, tão repentinamente, uma simples pergunta vira uma discussão que, palavras ferinas são ditas e, no meu caso, ouvidas... Pois, não destrato ninguém, principalmente em meu ambiente de trabalho... No final, saí do recinto para dá continuidade ao meu trabalho, de maneira que busquei fazer do silêncio a melhor maneira e resposta para evitar maiores afrontas, visto que até de incompetente fui chamados, apenas por não ter a resposta pronta naquele momento.


Na hora, meu pensamento ficou anestesiado, o que foi bom, pois não queria passar por aquela lembrança de vozes austeras e palavras ríspidas enquanto eu realizava os meus deveres, mas isso durou apenas um dia.


No dia seguinte, que por sinal era um sábado, estava eu realizando meus estudos quando me deparo com o eco dos meus pensamentos em trazer aquela memória para o meu presente. Alimentando meus sentimentos de pavor, revolta e tristeza... "Ora! Acabei ficando calado, mesmo eu estando certo!" Essa frase permanecia fazendo onda, como um lago movimentado apenas pelo vento das ideias macabras, pois, fazia-se presente a voz, a sensação e a vontade de tudo desistir. Até que, busquei, tanto em mudar o pensamento como em oração, desviar aquele instante tormento que estava em minha mente.


Em meio a esses devaneios, a esses pensamentos, veio-me a lembrança de algo que eu li: que muitas vezes, as pessoas são reflexos do que elas possuem. Se elas têm amor para dar, é isso que irá encher os nossos dias, se tem rancor no coração, desse poço, apenas isso será dado e, por mais que tente, os gritos não a deixam pensar. É como salvar o escorpião do fogo, ele sempre irá tentar lhe envenenar, lhe aplicar o golpe daquilo que tem, pois é de sua natureza...


Depois de alguns momentos refletindo, ainda sinto tristeza e dor pelo o que eu ouvi, mas ao mesmo tempo, fico feliz por não ser eu o portador de palavras ásperas... E, apesar de toda essa situação, percebi que outras pessoas ficaram ao meu lado, seja para consolar ou para aquecer meu peito em dizer que meu trabalho brota bons frutos. Agora, cabe ao tempo e ao meu coração, no seu ritmo, dissolver esse veneno e transformá-lo em algo bom... pois, a cura de alguns males partem do seu próprio veneno.


Aproveitem e vejam o vídeo O Monge e o Escorpião.




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